quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

NOTÍCIA: MORRE EVANGELISTA BILLY GRAHAM AOS 99 ANOS


Descansou aos 99 anos o Evangelista Billy Graham. A ele nossas homenagens e saudades, e condolências a toda família.

Nos últimos anos ele vinham lutando contra o mal de Parkinson e desde 2005 não realizava mais as cruzadas públicas que o tornaram famoso. Em 2013 transmitiu os últimos programas televisivos, no programa “Minha Esperança”, criado pelo seu ministério.

A família enviou uma nota à imprensa com palavras escritas pelo neto Will, que também é evangelista:

“Meu avô disse uma vez: Um dia você vai ouvir que Billy Graham morreu. Não acredite nisso. Naquele dia, eu vou estar mais vivo do que nunca! Vou ter apenas mudado de endereço “. Meus amigos, hoje meu avô mudou-se da terra dos mortos para a terra dos vivos”.

Lamentamos que ele não esteja mais conosco fisicamente, aqui na Terra, mas não nos entristecemos como aqueles que não têm esperança. Meu avô investiu toda a sua vida em compartilhar a promessa da eternidade através de Jesus Cristo, e hoje ele teve a oportunidade de ver essa promessa cumprida quando, ajoelhando-se diante de seu Salvador  ouviu as palavras: “Muito bem, servo bom e fiel”.

Grande Legado

William Franklin “Billy” Graham nasceu em 7 de novembro de 1908. Era de família evangélica, tendo se batizado aos 16 anos.  Após graduar em teologis na Faculdade de Wheaton, foi ordenado pastor batista em 1939. Foi co-fundador da Youth for Christ [Mocidade para Cristo] junto com Charles Templeton.

Começou a viajar como evangelista por todo os Estados Unidos até que em 1949 realizou a primeira grande cruzada. Anos depois, iniciou seu ministério internacional, com missões em Londres que duraram 12 semanas,  em 1954. Seus eventos sempre foram em locais públicos, como parques e estádios.

Sempre desfrutou de uma reputação privilegiada, focando-se exclusivamente na mensagem de salvação pela fé em Jesus Cristo. Esteve em lugares que para outros evangelistas parecia impossível. Durante as décadas da Guerra Fria, Graham conseguiu pregar para multidões em países da Europa Oriental e da antigo União Soviética.

Esteve no Brasil com cruzadas no Rio de Janeiro em 1960, 1974. Retornou em 2000 para uma em Recife e a última foi em São Paulo, em 2008.

Ao longo de seu ministério público de 60 anos, estima-se que tenha pregado a 210 milhões de pessoas, em 185 países. Além disso, escreveu dezenas de livros e promoveu a evangelização através de programas de rádio, TV e pela internet.

Um dos mais influentes pregadores do século XX, serviu como conselheiro de diversos presidentes da república americanos e figurou sucessivas vezes em listas de pessoas “mais influentes do mundo” da revista Time.

Casou-se em 1943 com Ruth Graham. O casal teve 5 filhos, 19 netos e 28 bisnetos. Seus filhos Franklin Graham e Anne Graham Lotz também são evangelistas, e deram continuidade ao trabalho do pai.

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O famoso evangelista americano Billy Graham, que aconselhou presidentes americanos e pregou o evangelho cristão a milhões de pessoas em todo o mundo, da sua comunidade local na Carolina do Norte à Coreia do Norte, morreu nesta quarta-feira, 21, aos 99 anos, informou seu porta-voz.

Graham morreu às 8 horas (10 horas, em Brasília) em sua residência na cidade de Montreat, na Carolina do Norte, segundo Jeremy Blume, representante da Associação Evangelista Billy Graham.

Com seus estilo rígido e seus olhos azuis penetrantes, Graham era uma figura poderosa no auge de sua pregação, andando no palco e erguendo uma Bíblia ao declarar Jesus Cristo como a única solução para os problemas da humanidade e salvação para os homens.

Entre as personalidades que se reuniram com ele, estão a rainha Elizabeth II - recentemente, Graham apareceu como conselheiro da jovem rainha na minissérie The Crown, da Netflix -, o papa João Paulo II e a Madre Teresa de Calcutá.

De acordo com o seu ministério, ele pregou para mais pessoas do que qualquer outro evangelizador na história, falando para ao menos 77 milhões de pessoas pessoalmente. Além disso, mais de 215 milhões assistiram suas cruzadas por meio de TVs ou links via satélite, afirmou o porta-voz de Graham.

Graham foi o capelão de facto da Casa Branca para vários presidentes americanos, o mais notório deles Richard Nixon. Ele também se encontrou com muitos líderes mundiais e foi o primeiro evangelizador que conseguiu romper a barreira da Cortina de Ferro, durante a Guerra Fria, e levar sua mensagem aos países do leste europeu.

"Ele foi provalvente o líder religioso dominante da nossa era", disse William Martin, autor de "A Prophet With Honor: The Billy Graham Story" (Um profeta com honra: a história de Billy Graham, em tradução livre). "Não mais do que um ou dois papas, talvez uma ou outra pessoa, chegam perto do que ele conseguiu realizar."

Em uma rara viagem em seu últimos anos de vida, Graham celebrou seu 95º aniversário, em 7 de novembro de 2013, em um hotel de Asheville, na Carolina do Norte, acompanhado por mais de 800 convidados, incluindo a política republicana Sarah Palin, o magnata da mídia Rupert Murdoch, o então apresentador de reallity show (e hoje presidente dos EUA), Donald Trump, e a apresentadora de TV, Kathie Lee Gifford.

A celebração incluiu um vídeo com um sermão que seu filho, Franklin, disse ser a última mensagem de Graham para os EUA. O pastor trabalhou por cerca de um ano na gravação, que foi exibida pela emissora Fox News. Na mensagem, ele afirmou que os EUA precisavam de "um despertar espiritual".

No seu auge, Graham tinha um estilo de pregar com falar rápidas e explosivas que lhe renderam o apelido de "Metralhadora de Deus". Durante suas "Cruzadas por Cristo", Graham disseminou campos de devoção em todo o território americano que se tornariam terreno fértil para o crescimento do movimento político conservador pelo direito religioso.

Sua influência foi ampliada por uma organização que, cuidadosamente, planejou sua campanhas religiosas o colocando em conferências internacionais e seminários de treinamentos para líderes evangélicos, disse Martin.

O domínio de Graham em relação aos meios de comunicação também foi algo inovador. Além do rádio e de publicações impressas, ele usou linhas telefônicas, a TV e transmissões por satélite para enviar sua mensagem para milhões de lares, igrejas e auditórios em todo o mundo.

Conselheiro

O evangelizador começou a se encontrar com presidentes americanos durante o mandato de Harry Truman (33º presidente dos EUA), que assumiu a Casa Branca em 1945. Ele mergulhou na piscina da Casa Branca com Lyndon Johnson (36º), jogou golfe com Gerald Ford (38º) e viajou com George H. W. Bush (41º).

George W. Bush (43º presidente dos EUA) creditou a Graham a redescoberta de sua fé. Em 2010, quando o pastor já tinha dificuldades para viajar, Barack Obama (44º) foi até ele em sua cabana de madeira nas montanhas Blue Ridge, na Carolina do Norte.

Os laços de Gragam com a Casa Branca eram mutuamente benéficos. Sua reputação crescia como o pregador dos presidentes americanos enquanto que os políticos se tornavam mais populares entre os eleitores influenciados por questões religiosas.

"Suas vidas pessoais - de alguns deles - eram difíceis", disse Graham, um eleitor democrata registrado, à revista Time em 2007 sobre os políticos com quem teve contato. "Mas eu amei a todos eles. Eu admirei todos eles. Eu sabia que eles tinham fardos que iam além de qualquer coisa que eu jamais poderia saber ou entender."


Fonte: internacional.estadao.com.br
Fonte: noticias.gospelprime.com.br

sábado, 10 de fevereiro de 2018

CURSO CAPELANIA CRISTÃ - 17/02/2018 - MACAÉ-RJ - DIA 17 DE FEVEREIRO DE 2018

CURSO CAPELANIA CRISTÃ – MACAÉ-RJ - 17/02/2018
37ª TURMA DE CAPELANIA


LOCAL: IGREJA ASS. DE DEUS QUE RECUPERA VIDAS
Pastor Amaro Avelino da Silva
Pastora Maria Gilvanete Avelino da Silva
RUA HENRIQUE STUART, Nº126
BAIRRO AROEIRA - MACAÉ-RJ
(Referência: Ao lado do Sambão e do Restaurante de 1 Real)


DATA: 17 DE FEVEREIRO DE 2018 - SÁBADO

HORÁRIO: DAS 14 HORAS ÀS 22 HORAS
INVESTIMENTO: R$ 65,00
OBS. LEVAR UMA FOTO 3X4 / CÓPIA DO RG E CPF / SERÁ PREENCHIDA UMA FICHA DE MATRICULA NO DIA.


APOSTILA ENCADERNADA
DIPLOMA DE CAPELÃO
ATA NOMEAÇÃO CAPELÃO
CREDENCIAL DE CAPELÃO


DIDÁTICA:
- CAPELANIA HOSPITALAR
- CAPELANIA PRISIONAL (CARCERÁRIA)
- CAPELANIA MILITAR
- CAPELANIA ESCOLAR
- DEPENDENCIA QUIMICA


MINISTRANTE: Pr. Charles Maciel Vieira, D.Th.
CONTATO: (22) 99746-0635

Pr. Charles Maciel Vieira, D.Th.

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Graça e Paz em Jesus!!! A didática e logística do Curso de Capelania Cristã foi elaborado para ser efetuado de maneira exaustiva, iniciando o Curso no início da tarde e terminando às 22 horas em um dia de sábado. A inscrição, pagamento do valor de investimento, é no dia, local e hora marcado para o Curso. Essa é a 37ªTurma de Capelania Cristã. A entrega das Credenciais, como é arte gráfica, acontecerá 15 dias à frente no mesmo local do Curso. Tem de levar xerox do RG e CPF + 1 foto 3x4. Qualquer outra dúvida, pode falar através do whatsApp (22) 99746-0635 - Pr. Charles Maciel Vieira, D. Th.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

A REFORMA PROTESTANTE E O NACIONALISMO


  Houve também um crescente espírito de nacionalismo que afetou o pensamento das pessoas; começaram a reclamar maior liberdade religiosa. O patriotismo fez muitos não aceitarem ter um poder sediado num país estrangeiro governando suas próprias igrejas nacionais. Desagradava-lhes a idéia de permitir que o papa, em outro país, nomeasse os ministros de suas igrejas. Alguns se recusaram a contribuir com o sustento do papa e a construção de prédios de igreja suntuosos e caros em Roma.

  Os esforços para que houvesse uma reforma foram duramente resistidos pelo braço forte da perseguição, mas as idéias defendidas eram grandes demais e os participantes numerosos demais para serem aniquilados para sempre.



Fonte: A Reforma Protestante
            Autor: V. Glenn McCoy

A BIBLIA E A IMPRENSA DE GUTENBERG


  Outro fator extremamente importante que calçou o caminho para a Reforma foi a invenção da tipografia móvel pelo alemão Johann Gutenberg por volta de 1455. Isto possibilitou a impressão de livros com muito mais rapidez e economia. Antes da imprensa escrita, as Bíblias eram trabalhosamente copiadas à mão. Isso resultava num custo proibitivo para a maioria dos leitores em potencial. Um exemplar da Bíblia equivalia aos salários de um ano inteiro de um operário comum. A Bíblia foi o primeiro livro a ser impresso no novo sistema tipográfico. Esse método amplamente aprimorado levou as Escrituras ao uso comum e às suas traduções e circulação nos maiores países da Europa. Quando o povo leu o Novo Testamento, reconheceu que a Igreja Católica Romana estava longe do modelo de igreja do Novo Testamento.


Fonte: A Reforma Protestante
           Autor: V. Glenn McCoy

PAULO E A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ - INTRODUÇÃO (JAMES D. G. DUNN)


  Como o ensinamento de Paulo sobre a justificação pela fé está relacionado com a sua conversão? A pergunta é importante para este Coloquium porque a justificação pela fé tem sido considerada frequentemente dentro da tradição cristã e na pesquisa do NT como a quintessência do evangelho e da teologia de Paulo. E exatamente porque o assunto é tão vital, já que toca no centro nervoso da fé pessoal, um desacordo nas respostas à pergunta facilmente pode causar turbulências, e a discussão pode ser interrompida por causa de pressupostos não declarados, ou mesmo pode reavivar sensibilidades adormecidas, com consequências desastrosas para um debate construtivo.

  Os parâmetros do desacordo podem ser esboçados como segue. Por um lado, por uma série de razões, é lógico assumir que a teologia da justificação de Paulo era um resultado direto de seu encontro com o Cristo vivo na estrada para Damasco. No coração da lógica está a convicção de que aquilo que Paulo experimentou na estrada de Damasco fora a justificação pela fé, e que sua teologia da justificação era em grande parte simplesmente uma elaboração e consequência de sua experiência. Um texto-chave que sustenta tal ideia é F1 3.7-9, em que a descoberta de Cristo é diretamente vinculada a uma nova apreciação daquilo que significa realmente a justiça de Deus através da fé. A luz disto, é natural vincular outros textos-chave como Rm 4.4-5 e 10.4 às outras expressões daquilo que Paulo descobriu em seu encontro com o Cristo ressuscitado.

  Nós devemos notar que esta exposição básica não exige urna análise mais detalhada da experiência interior e do processo de pensamento de Paulo, nem mesmo depende dela. Por exemplo, não é necessário argumentar que Paulo já tivesse um grave problema de culpa antes de sua conversão: as passagens-chave nas quais Paulo se refere aos elementos que levaram a sua conversão (G1 1.13-14; F1 3.5-6) não oferecem pistas acerca de uma consciência atormentada (por causa de Estevão, ou seja, o que for); e Paulo nunca menciona algum "arrependimento" quando fala sobre a conversão ou a respeito da justificação. Tampouco depende de um relato detalhado sobre a maneira como a atitude de Paulo acerca da Lei pode ter mudado no processo (a Lei condenou Cristo; Deus ressuscitou Cristo; portanto, a Lei é uma inutilidade, e a justificação não é pela Lei). É claro que o sentido de G1 2.19 ("Eu, através da Lei, morri para a Lei") tem de ser decifrado, mas o sentido específico não é elucidado por qualquer um dos escritos de Paulo sobre o assunto. A exposição tradicional da correlação entre a conversão de Paulo e seu ensinamento sobre a justificação não depende nem mesmo das construções de um texto como 1 Tm 1.15- 16 (a conversão de Paulo = seu recebimento de misericórdia como "o pior dos pecadores"), cuja falta de correlação com Gl 1.13-14 e Fl 3.5-6 torna o seu entendimento problemático caso se pense que tal testemunha sobre o modo como a autocompreensão do próprio Paulo foi transformada pelo evento na estrada para Damasco.

  Por outro lado, uma minoria de vozes tem repetidamente chamado a atenção para duas características daquilo que Paulo diz sobre os dois assuntos (sua conversão e a justificação). Uma é que a doutrina paulina da justificação através da fé surgiu diretamente do e/ ou dentro do contexto de sua missão aos gentios. Surgiu como sua resposta à pergunta: como gentios podem ser aceitos pelo Deus de Israel e por Jesus?2 Esta é a clara implicação das principais exposições da justificação pela fé que Paulo oferece em Gálatas 2-3 e Romanos 3-4. A outra é que o significado principal do encontro de Paulo com o Cristo ressuscitado parece ter sido o seu chamado para ser missionário/apóstolo dos gentios (G1 1.15-16; ICor 9.1; 15.8-10; cf. At 9.15; 22.10; 26.16-18). Os ecos de Is 42.7,49.1,6 e Jr 1.5 em algumas dessas passagens sublinham o fato de que, enquanto nós naturalmente pensamos ser uma conversão o seu encontro na estrada para Damasco, Paulo pensa dele mais naturalmente como uma vocação profética.

  Ao interpretar os dados assim, a sequência da reconsideração teológica que Paulo elaborou em consequência de sua experiência na estrada para Damasco é um tanto diferente. Era menos urna experiência pessoal de aceitação por Deus (apesar de ser um pecador) que levara à conclusão de que os gentios podiam compartilhar diretamente da mesma experiência para si, através da fé (e Unicamente através da fé). Era mais a convicção de que Deus o estava chamando para cumprir a vocação de Israel (de ser urna luz para as nações), que levou à conclusão (para ele, cristalizada no incidente de Antioquia em Gl 2.11-16) de que isto podia ser realizado somente se a justificação fosse através da fé (e unicamente através dela).

  Eu procurei oferecer a minha própria contribuição para esse debate em outro lugar e não quero me repetir aqui desnecessariamente. Neste ponto, deve ser suficiente dizer que minha ênfase cai sobre a segunda das duas aproximações acima esboçadas, principalmente porque me parece haver expressões claras no resumo que o próprio Paulo faz do significado do encontro na estrada para Damasco (particularmente G1 1.13-16) que têm sido demasiadamente ignoradas pela visão mais tradicional. Ao mesmo tempo, não vejo motivo para discutir - de fato, desejo fortemente afirmá-lo de minha própria parte - aquilo que a ênfase mais tradicional realça e sublinha como uma afirmativa teológica de importância fundamental, expressa particularmente em Rm 4.4-5, a saber, que a justificação pela fé está no centro do evangelho e da teologia de Paulo. O que está em jogo, em vez disso, no debate atual sobre o assunto, é garantir uma compreensão apropriadamente coesa e integrada do ensinamento de Paulo e, no presente caso, esclarecer o máximo possível quanto e como a conversão de Paulo contribuiu com esse elemento fundamental de sua fé.

  Eu procurarei no que segue esboçar no coração da teologia paulina da justificação a pergunta sobre o porquê da controvérsia, pensando evidentemente em como ela era, e como a antítese particular entre a "justificação de fé, não de obras" remete à sua conversão.



Livro: A Nova Perspectiva sobre Paulo
           Autor: James D. G. Dunn
           Editora: Paulus

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O ANTIGO TESTAMENTO (AT) E O NOVO TESTAMENTO (NT)

  

  O Antigo Testamento tornou-se "antigo" devido ao Novo Testamento. Já no nome "Antigo Testamento" - que, afinal, apenas se justifica pela contraposição ao Novo Testamento - oculta-se o problema da interpretação cristã deste corpus de tradição. Não obstante, este nome, marcado pela auto compreensão cristã, remonta ao próprio AT, mais precisamente à expectativa profética em relação ao futuro: depois do juízo, Deus se voltará novamente para o seu povo. Segundo a promessa de Jr 31.3lss., uma nova "aliança" (em latim testamentum) substituirá a antiga aliança rompida. Esta palavra já não mostra exemplarmente como o AT extrapola, supera a si mesmo na esperança? Tal expectativa, que transcende as sua" próprias realidades, pode ser retomada pela compreensão cristã. O Novo Testamento relaciona a promessa profética com o futuro que irrompeu em Jesus (cf. 2 Co 3; Hb 8). Todavia, o termo "antiga aliança" ou "testamento" não aparece ainda no Novo Testamento para identificar os livros do AT.

  No Novo Testamento o Antigo Testamento é citado como autoridade (p. ex., Lc 10.25ss.), como "Escritura inspirada pelo Espírito de Deus" (2 Tm 3.16). O AT é considerado "a Escritura" ou "as Escrituras" pura e simplesmente (Lc 4.21; 24.27ss. e outras). Esta designação reflete o alto conceito de que goza e que, em certo sentido, é singular; não deve ser mal-entendida, contudo, no sentido de que o AT seja por sua natureza palavra codificada na escrita, o Novo Testamento, ao contrário, palavra viva, comunicada oralmente. Pois uma parte considerável do AT, sobretudo na mensagem profética, originou-se da pregação oral e mais tarde foi lida e comentada no culto (Ne 8.8; Lc 4.17).

  O AT no seu todo é perifraseado no Novo Testamento também como "lei" (Jo 12.34; 1 Co 14.21 e outras), mais especificamente como" lei e os profetas" ou "Moisés e os profetas" (Mt 7.12; Lc 16.16,29; Rm 3.21 e outras) e, por fim, uma vez como "Moisés, os profetas e os salmos" (Lc 24.44). Esta designação, porém, implica um possível mal-entendido: o AT seria por sua natureza legalista. A "lei", contudo, não tem apenas caráter de mandamento (cf. Mt 22.40), mas também de profecia (Jo 15.25; Mt 11.13 e outras). Uma interpretação legalista de forma alguma corresponde à auto compreensão do AT.




Fonte: Introdução ao Antigo testamento - Werner H. Schmidt

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

CURSO CAPELANIA CRISTÃ – MACAÉ-RJ - 03/03/2018 (DIA 03 DE MARÇO DE 2018)


CURSO CAPELANIA CRISTÃ – MACAÉ-RJ - 03/03/2018
38ª TURMA DE CAPELANIA

LOCAL: MINISTÉRIO RECONCILIAÇÃO
Pastora Ana Lucia Valdomiro
Pastor Paulo Sérgio Benedito
RUA LUIZ RIBEIRO PINTO, Nº135 
BAIRRO CAJUEIROS - MACAÉ-RJ
(Referência: Rua em frente ao Mercadinho São José)

DATA: 03 DE MARÇO DE 2018 - SÁBADO
HORÁRIO: DAS 14 HORAS ÀS 22 HORAS
INVESTIMENTO: R$ 65,00
OBS. LEVAR UMA FOTO 3X4 / CÓPIA DO RG E CPF / SERÁ PREENCHIDA UMA FICHA DE MATRICULA NO DIA.

APOSTILA ENCADERNADA
DIPLOMA DE CAPELÃO
ATA NOMEAÇÃO CAPELÃO
CREDENCIAL DE CAPELÃO

DIDÁTICA:
- CAPELANIA HOSPITALAR
- CAPELANIA PRISIONAL (CARCERÁRIA)
- CAPELANIA MILITAR
- CAPELANIA ESCOLAR
- DEPENDENCIA QUIMICA

MINISTRANTE: Pr. Charles Maciel Vieira, D.Th.
CONTATO: (22) 99746-0635

Pr. Charles Maciel Vieira, D.Th.

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Graça e Paz em Jesus!!! A didática e logística do Curso de Capelania Cristã foi elaborado para ser efetuado de maneira exaustiva, iniciando o Curso no início da tarde e terminando às 22 horas em um dia de sábado. A inscrição, pagamento do valor de investimento, é no dia, local e hora marcado para o Curso. Essa é a 38ªTurma de Capelania Cristã. A entrega das Credenciais, como é arte gráfica, acontecerá 15 dias à frente no mesmo local do Curso. Tem de levar xerox do RG e CPF + 1 foto 3x4. Qualquer outra dúvida, pode falar através do whatsApp (22) 99746-0635 - Pr. Charles Maciel Vieira, D. Th.




segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Igrejas se mobilizam em protestos maciços contra lei que proíbe evangelismo na Bolívia


Os cristãos da Bolívia continuam se mobilizando contra o Novo Código do Sistema Criminal proposto pelo governo e aprovado pelo Poder Legislativo, que criminaliza a atividade evangelística com pena de prisão prevista para quem não cumpri-la.

Em depoimento ao Jornal da RIT TV, o pastor Eder Luís, um dos dirigentes da Igreja Internacional da Graça de Deus no país, afirmou que a comunidade cristã foi surpreendida com a notícia da possibilidade de condenação à prisão por sete a doze anos para quem convidar um não-crente a um culto ou falar sobre a fé cristã.

“Essa semana fomos surpreendidos com a notícia de que no novo código penal, que entrará em vigor em um ano e meio, no artigo 88, está criminalizando a prática religiosa. Então estamos aqui lutando, as igrejas evangélicas estão se manifestando e se unindo para que este artigo seja revogado”, declarou Luís.

Vídeos que circulam na internet mostram que estão ocorrendo manifestações na capital La Paz, envolvendo também outros setores da sociedade, como jornalistas, escritores, advogados e outros profissionais autônomos, que também tiveram suas áreas de atuação afetada pela nova legislação, proposta pelo presidente Evo Morales.

O Consulado-Geral do Brasil em Cochabamba, a terceira maior cidade da Bolívia, aconselhou aos brasileiros que vivem no país a não se envolverem nas manifestações, a fim de evitar medidas mais severas da parte das autoridades, como a expulsão.

“Aconselha-se a comunidade brasileira residente e de passagem por esta jurisdição consular a não se engajar às aludidas manifestações, em vista das incitações e desdobramentos passíveis de violência; [e] a permanecer em suas respectivas residências, evitando, portanto, ultrapassar os bloqueios que estarão estrategicamente distribuídos pela cidade”, dizia o texto do consulado.

Silêncio
A Igreja Católica é a denominação com maior número de fiéis na Bolívia, e o papa Francisco já se encontrou com Evo Morales em um punhado de ocasiões. Em uma delas, em julho de 2015, o presidente entregou um crucifixo ao pontífice sobre uma escultura de uma foice com um martelo, o símbolo comunista. O gesto foi considerado uma provocação ao líder católico.

Até a última semana, os clérigos católicos bolivianos vinham se mantendo em silêncio a respeito da iniciativa de cerceamento da liberdade religiosa no país, repetindo o comportamento do papa Francisco.

Agora, a Conferencia Episcopal Boliviana afirmou que o projeto de Morales – aprovado no Poder Legislativo – “atenta contra os direitos humanos e os direitos fundamentais”, que incluem a liberdade religiosa.

No entanto essa manifestação havia sido considerada tímida. Em resposta, o arcebispo de Santa Cruz, Sergio Gualberti, fez um sermão contundente, que repercutiu de forma intensa junto à comunidade cristã boliviana.

O bispo afirmou que Evo Morales vem colocando, ao longo dos anos, um plano de perpetuação de poder com as mudanças feitas na Constituição, que o permitiram chegar ao quarto mandato consecutivo como presidente.

“Com este sistema, a única coisa que conseguirá será a paz dos cemitérios”, afirmou o bispo, o que gerou enorme comoção. “Hoje, em nosso país, ignorando o clamor do povo, tentam impor um sistema que lhes permite perpetuarem-se no poder, que limita as liberdades, abre caminho à perseguição da oposição e favorece a impunidade da corrupção daqueles que estão no governo”, acrescentou.

“O Evangelho nos encoraja a viver nossa vocação para levar a palavra do Senhor com alegria e convicção”, concluiu o bispo, convocando os cristãos do país a protestarem contra a iniciativa, segundo informações do portal Los Tiempos.

O governo, seguindo a cartilha de argumentação dos movimentos de esquerda, reagiu ao discurso do bispo católico, com uma fala evasiva do ministro Galo Bonifaz, que afirmou que a “postura política” da Igreja Católica era inadequada, pois estaria alinhada à “movimentos de extrema-direita”, sem, no entanto, responder aos questionamentos que enxergam as medidas como prenúncios de uma ditadura assumida no país.


Fonte: https://noticias.gospelmais.com.br

BÍBLIA EM BRAILLE - ENTENDA


Três coisas que você provavelmente não conhece sobre a Bíblia em Braille

  A grande maioria dos 285 milhões de pessoas com deficiências visuais do mundo vivem no mundo em desenvolvimento. Com poucas oportunidades de educação ou trabalho, muitos deles são pobres e solitários. As Sociedades da Bíblia em muitos países estão se aproximando deles, dando-lhes a oportunidade de aprender Braille e fornecendo-lhes a Bíblia.


  Mas fazer Bíblias Braille disponíveis não é uma tarefa fácil. Aqui estão três fatos (e uma infografia no final) que ajudam a explicar o porquê:


1. Não é um livro, mas uma enorme pilha de livros de tamanho em enciclopédia

  Uma Bíblia em Braille completa é composta por pelo menos 40 grandes livros, que, quando empilhados, ficam a cerca de dois metros de altura, pesando cerca de 40kg. Isso significa que não é fácil transportar Bíblias Braille para quem precisa delas, o que aumenta o já alto custo de produzi-las.


2. Custa cerca de US $ 600 para imprimir uma Bíblia em Braille

  As boas impressoras Braille são caras, assim como as grandes quantidades de papel grosso necessário para Braille. Não é surpreendente, portanto, que produzir uma Bíblia Braille completa custa pelo menos 50 vezes mais do que uma Bíblia impressa comum. Pessoas com deficiências visuais estão entre as mais pobres do mundo e não podem comprar letras Braille. Através da generosidade dos doadores, as Sociedades da Bíblia e seus parceiros são capazes de fornecê-los gratuitamente, mas são necessários muitos mais.


3. A Bíblia Braille completa só está disponível em 40 idiomas

  Embora a Bíblia completa já esteja disponível em pouco mais de 500 idiomas , apenas 40 dessas foram transcritas em Braille. E enquanto partes da Bíblia estão disponíveis em mais 2.000 idiomas, apenas 10% estão disponíveis em Braille. Existem muitas razões para esta ampla discrepância, incluindo:


  As necessidades das pessoas cegas são muitas vezes ignoradas, mesmo pela Igreja

   Muitas línguas ainda não desenvolveram um código Braille

  O desejo das pessoas cegas de poder ler a Bíblia para si, ao invés de ouvir as Escrituras de áudio, não é amplamente compreendido.


  Por favor, ore por este importante trabalho.

  
  Texto: Andrea Rhodes


  Fontehttps://www.unitedbiblesocieties.org




CURSO CAPELANIA CRISTÃ – RIO DAS OSTRAS-RJ - 27/01/2018 - SÁBADO


CURSO CAPELANIA CRISTÃ – RIO DAS OSTRAS-RJ - 27/01/2018
36ª TURMA DE CAPELANIA

LOCAL: IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS CONSELHEIRO PAULINO
Pastor Igor Alessandro
AVENIDA DOS BANDEIRANTES, Nº1510
BAIRRO JARDIM BELA VISTA - RIO DAS OSTRAS-RJ
(Referência: Em frente à Fratelo (loja de móveis), ao lado da UFF Faculdade)


DATA: 27 DE JANEIRO DE 2018 - SÁBADO
HORÁRIO: DAS 14 HORAS ÀS 22 HORAS
INVESTIMENTO: R$ 65,00
OBS. LEVAR UMA FOTO 3X4 / CÓPIA DO RG E CPF / SERÁ PREENCHIDA UMA FICHA DE MATRICULA NO DIA.



APOSTILA ENCADERNADA
DIPLOMA DE CAPELÃO
ATA NOMEAÇÃO CAPELÃO
CREDENCIAL DE CAPELÃO


DIDÁTICA:
- CAPELANIA HOSPITALAR
- CAPELANIA PRISIONAL (CARCERÁRIA)
- CAPELANIA MILITAR
- CAPELANIA ESCOLAR
- DEPENDÊNCIA QUÍMICA


MINISTRANTE: Pr. Charles Maciel Vieira, D.Th.
CONTATO: (22) 99746-0635
Pr. Charles Maciel Vieira, D.Th.


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Graça e Paz em Jesus!!! A didática e logística do Curso de Capelania Cristã foi elaborado para ser efetuado de maneira exaustiva, iniciando o Curso no início da tarde e terminando às 22 horas em um dia de sábado. A inscrição, pagamento do valor de investimento, é no dia, local e hora marcado para o Curso. Essa é a 36ªTurma de Capelania Cristã. A entrega das Credenciais, como é arte gráfica, acontecerá 15 dias à frente no mesmo local do Curso. Tem de levar xerox do RG e CPF + 1 foto 3x4. Qualquer outra dúvida, pode falar através do whatsApp (22) 99746-0635 - Pr. Charles Maciel Vieira, D. Th.


FORA DO ARRAIAL, LONGE DO ARRAIAL


  “Saiamos pois a Ele fora do arraial levando o Seu vitupério” (Hb 13:13).

  Poderíamos fazer várias perguntas em relação a este versículo da Bíblia. A quem foi dirigido este apelo? Por que foi dirigido? Pode ser aplicado a nós? E, se for para nós, qual é o seu motivo e significado? Busquemos a resposta a estas perguntas no temor do Senhor e para proveito de nossas almas.

  Este versículo, assim como toda a epístola aos Hebreus, foi escrito para os judeus convertidos ao cristianismo. Existem muitas razões para se crer que seu autor foi o apóstolo Paulo. Embora Paulo fosse o apóstolo dos gentios, nesta ocasião o Espírito de Deus o utilizou para redigir uma admoestação direta e especial aos judeus que haviam se arrependido, reconhecendo que sua nação havia rechaçado o seu Messias. Embora tendo aceitado ao Senhor Jesus como seu Salvador, os judeus recém-convertidos continuavam, naturalmente, ligados ao templo, aos ritos e costumes do judaísmo. Haviam sido criados nesse sistema, uma boa parte do qual fora instituído pelo próprio Deus. Mas agora, a partir da rejeição do Senhor Jesus — da rejeição do testemunho do Espírito Santo acerca do Cristo glorificado — Deus passou a desaprovar completamente esse sistema.

  O cristianismo nunca foi um mero complemento do judaísmo, ou a sua continuidade, mas tratava-se de algo inteiramente novo. Deus estava chamando para fora, de entre os judeus e gentios, um povo para o céu, com esperanças celestiais — nunca terrenais (Atos 15:14). Os cristãos viriam a ser um povo na terra à espera da vinda do Senhor do céu. Não deveriam ter uma religião de formas e cerimônias, tal como os judeus tinham, porém deveriam adorar a Deus em espírito. Os formalismos e ritos haviam de ser substituídos por sacrifícios espirituais. Tudo estava sendo encaminhado de forma a estabelecer um marcante contraste em relação ao que existia anteriormente. A forma judaica não somente tinha que ser abandonada, como também o próprio Deus iria julgar essa nação culpada, que teve a ousadia de dizer “O Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos” (Mt 27.25). A sentença anunciada em Mateus 22.7, “enviando seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade”, foi prontamente executada. Deus estava executando juízo sobre esse povo culpado e dirige, nesta tão bela e instrutiva epístola aos hebreus, uma ordem àqueles que creram dentre os judeus, para que se separassem totalmente daquilo que em breve iria ser objeto do juízo de Deus.

  Toda a epístola aos Hebreus é formada de contrastes. O seu objetivo e propósito era de revelar aos judeus cristãos que agora eles tinham algo melhor. A palavra melhor é repetida muitas vezes neste livro. Eles não perderiam nada ao abandonarem as fórmulas exteriores, ordenanças e cerimônias de sua religião, trocando-as pelo espiritual e celestial, porque tudo resultaria em algo melhor.

  Há muito proveito, quando se lê Hebreus, em se constatar que todas as cerimônias que Deus dera aos judeus eram apenas tipos e sombras das coisas melhores que agora tinham chegado. Tudo o que tinha conexão com o santuário terrestre havia servido com o propósito de assinalar as benditas realidades que agora haviam sido introduzidas. Portanto, eles não estariam perdendo ao se voltarem às coisas melhores relacionadas com Cristo na glória; a tudo aquilo que havia realizado mediante Sua morte e ressurreição. Com tal fundamento estabelecido na epístola, o Espírito Santo afetuosamente os convida a saírem a Cristo, “fora do arraial”.

  Israel foi muitas vezes chamado de “arraial”. Logo que os israelitas foram redimidos e tirados do Egito encontramos em Êxodo 14.19 que “o anjo de Deus, que ia adiante do exército (ou “arraial”, conforme algumas versões) de Israel, se retirou, e ia atrás deles”. A expressão — arraial — era facilmente compreendida pelos judeus convertidos como uma referência a Israel e a Jerusalém. Eles foram chamados a sair fora do arraial, porém não somente isto. O apelo é para que definitivamente se dirigissem a Ele (Cristo). Disto se deduz que o Senhor Jesus está fora do arraial. Quando Cristo veio ao mundo, achegou-Se a Israel — “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo 1.11). Finalmente, depois de haver sido apresentado àquele povo em cada aspecto da Sua Pessoa, de acordo com as promessas e profecias (Rei, Sacerdote, Profeta, Messias, Salvador etc.), teve que deixá-los dizendo “Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta” (Mt 23.38). Posteriormente Ele foi conduzido para fora do centro religioso — Jerusalém — sendo crucificado “fora da porta”. Vemos, portanto, que o Senhor Jesus já não Se encontrava mais conectado ao arraial de Israel e sua religião de sombras.

  Em Hebreus 13.13, de que estamos falando, provavelmente exista uma alusão à cena descrita em Êxodo 33.7, quando Moisés, divinamente ensinado, tomou “a tenda, e a estendeu para si fora do arraial, desviada longe do arraial”, porque aquele arraial havia se transformado em um lugar contaminado. Deus não podia permanecer um minuto sequer em um lugar que havia sido profanado por causa da presença e adoração do bezerro de ouro (Êx 32). Moisés compreendeu os pensamentos de Deus e não somente levou a arca para fora do arraial, mas a levou para longe do arraial (Êx 33.7) Assim foi também nos dias em que a epístola aos Hebreus foi escrita aos judeus cristãos. O arraial estava contaminado e havia sido rejeitado por Deus e, consequentemente, Cristo estava separado de todo aquele sistema. Por isso os judeus cristãos foram exortados a sair para fora do arraial, ao próprio Senhor Jesus. Os que deram ouvidos ao apelo daqueles dias, deixaram o templo, e finalmente deixaram também Jerusalém, antes que fosse incendiada e destruída no ano 70 pelos exércitos do Império Romano, tal como o Senhor havia anunciado em Mateus 22.7. Então a separação entre a cristianismo e o judaísmo foi definitiva. É muito triste constatarmos hoje que aquele cristianismo do início acabou cedendo à influência do judaísmo, retrocedendo a uma religião de formalismos exteriores, cerimônias e rituais reconhecidamente imperfeitos.

  Vimos, então, que o apelo para que saíssem do arraial, para Cristo, foi feito primeiramente aos cristãos em Jerusalém, e por eles atendido. Eles encontraram as coisas melhores, as coisas superiores no cristianismo, e tiveram que abandonar os meros símbolos e figuras que, na época de Israel, apontavam para Cristo. E tiveram que sair a Ele, que estava agora fora de todo o sistema judeu.

  Passemos, agora, às perguntas que dizem respeito a nós: Este convite para sair fora do arraial pode ser aplicado a nós? E, se assim for, qual é o seu verdadeiro significado e aplicação? Aplica-se aos dias de hoje? Para responder melhor a estas perguntas devemos antes indagar algo: Existe, nos dias de hoje, algo que corresponda ao arraial do tempo de Israel? Infelizmente temos que admitir que sim; e isto é muito triste. Existe algo que em muitos aspectos corresponde ao “arraial” que existia no tempo de Israel. E é a vasta profissão da cristandade de nossos dias.

  O cristianismo não reteve por muito tempo o seu caráter celestial, porém foi influenciado pelo judaísmo, que era uma religião terrenal. No Novo Testamento não encontramos qualquer evidência de que a Igreja de Deus na terra praticasse algum rito de um tabernáculo terrenal. Israel teve uma religião dada por Deus, mas em conformidade com o homem na carne. Assim, o homem não precisava de um novo nascimento para desfrutar e apreciar a magnificência do templo (Lc 21.5), seu mobiliário grandioso, seus sacrifícios, seus sacerdotes em trajes de gala, seus cantores bem treinados, etc. Todas essas coisas davam prazer à carne do homem natural. Mas o cristianismo nunca as reconheceu como tendo sido dadas por Deus para si. Na Bíblia jamais lemos de um templo cristão, mas, ao contrário, o Senhor disse à mulher samaritana que já não existiria um lugar terrenal para a adoração, mas que viria a hora “e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade” (Jo 4.21-24). Era isto que deveria caracterizar esta época. Os primeiros cristãos se reuniam em casas particulares, e até no terceiro andar, como encontramos quando Paulo pregou em Troas (At 12.12; 20.5-11; Rm 16.5).

  Lemos que o Senhor e os apóstolos cantaram um hino, antes de saírem, na noite em que Ele foi traído, porém não se faz menção em todo o Novo Testamento, nem nesta oportunidade e nem em outras, do uso de instrumentos musicais, relacionando-os com adoração ou serviço cristão. Encontramos, isto sim, exortações para cantarmos melodias com nosso coração ao Senhor, cantando com entendimento na assembléia, porém jamais com a ajuda de instrumentos musicais. Por outro lado, o uso de instrumentos musicais era bastante adequado à dispensação passada e formava parte do cerimonial judaico.

  O judaísmo tinha sacerdotes que se colocavam entre o povo e Deus. O povo, como uma entidade, não podia aproximar-se de Deus. No cristianismo autêntico todas as pessoas salvas são sacerdotes e estão plenamente qualificadas para oferecer, diretamente a Deus, sacrifícios espirituais (1 Pd 2.5). Porém, hoje em dia se conta com ministros, sacerdotes e outros mais que se colocam como superiores sobre todo o povo, dividindo a Igreja de Deus em clérigos e leigos. Isto nunca esteve na mente de Deus que fez com que todos, “pelo sangue de Cristo”, se aproximassem dEle (Ef 2.13).

  Contemplando o panorama atual, encontramos a cristandade dotada de esplêndidos edifícios, grandiosas decorações, ornamentos especiais, etc, que não passam de imitação do Antigo Testamento, da época dos símbolos e das sombras “dos bens futuros” (1 Co 10.11; Hb 10.1). Hoje se ouve música instrumental da mais alta qualidade e exalta-se os talentos mais refinados, supostamente úteis para a adoração ao Senhor. Pode-se ver o clero e cada aspecto de uma religião terrenal, porém o caráter celestial é perdido! Trata-se do mundo e do judaísmo mesclados com o cristianismo para satisfazer ao homem natural.

  Não é preciso que alguém seja salvo para desfrutar dos majestosos edifícios, grandiosas cerimônias ou magníficos oradores, como ocorre com a atual cristandade professa. As verdades de Deus foram corrompidas e alteradas de uma maneira que pudessem ser aceitas pela maioria, e adaptadas ao homem natural tal qual ele é. A verdade é abandonada, e tudo o que importa é que o número de membros aumente! E há algo mais: todo tipo de pecado e maldade entra às escondidas nesse sistema, de tal forma que a verdade de Deus está sendo negada em muitas partes do “arraial”. O arraial de hoje está muito pior e corrompido em comparação com aquele do tempo de Moisés, quando ele tirou a tenda, não só para fora, mas para longe do arraial. O Senhor Jesus e a verdade da vocação celestial do cristão se acham fora do campo da profissão cristã ou “arraial” de nossos dias.

  Amado irmão cristão. Você escutou o chamado do Senhor para sair a Ele, fora do arraial? Para gozar de Sua aprovação nestes dias é preciso que você obedeça a tal chamado. Os muitos lados do arraial encontram-se hoje contaminados e a tendência é de se distanciarem cada vez mais da verdade. Além disso, o nosso Senhor está do lado de fora e faz um convite para você ir para onde Ele está.

  Algumas pessoas, vendo a corrupção dentro da esfera de profissão cristã, têm decidido separar-se totalmente e andar sozinhas e por sua própria conta. Mas isso não é o que Deus quer que façamos. A exortação é que saiamos A ELE. Deve existir um lugar e, bendito seja Deus, existe este lugar fora do arraial, onde o Senhor está no meio e para onde você é atraído.

  Na segunda epístola a Timóteo, onde são descritas as horríveis condições dos últimos dias, temos a direção que deve seguir todo aquele que quiser agradar ao Senhor. É exortado a separar-se (1º passo) dos “vasos de desonra” e reunir-se (2º passo) com os que com um coração puro invocam ao Senhor (2 Tm 2.19-22). Você não deve caminhar sozinho. Um carvão solitário apaga-se rapidamente. Quando você se encontra cercado pelo mal, não é apenas chamado a distanciar-se dele, mas também deve buscar a direção do Senhor para que o guie ao lugar onde Ele está.

  O arraial, e tudo o que lhe pertence, satisfaz única e tão somente ao homem carnal. Cada um de nós tem uma natureza que se recreia nas coisas formosas, boa música, oratória convincente, etc. Mas Cristo, o Senhor que está fora, chama a você e a mim. Por quê? Onde? Como? E com quem? “PORQUE ONDE ESTIVEREM DOIS OU TRÊS REUNIDOS EM MEU NOME, AÍ, ESTOU EU NO MEIO DELES” (Mt 18.20).

  Alguns argumentam que há cristãos fiéis no arraial. Cremos verdadeiramente que hã, mas o que se deve fazer diante de uma convocação de Deus? Quando Moisés, na sua época, levou a arca do testemunho a uma grande distância, não resta dúvida de que no arraial ficaram israelitas veneráveis, inclusive alguns que profetizavam ali. Da mesma forma pode haver os mais excelentes pregadores e ministros no arraial religioso de nossos dias, e sem dúvida o admitimos também. Mas se Deus tem chamado você para fora, este deve ser o seu lugar. Deixemos os que permanecem no arraial nas mãos do Senhor, sabendo que “O Senhor conhece os que são Seus” (2 Tm 2.19), mas o seu lugar, e o meu também, não é somente fora, mas também, pela graça de Deus, longe do contaminado “cristianismo judaico”.

  Que Deus nos conceda graça de conservarmos tal distância, não com um espírito de orgulho ou de auto-suficiência, porém com nossas cabeças inclinadas de vergonha por termos dado tão pouco valor a nosso Senhor e ao lugar onde Ele está. Confessemos quão pouco temos desfrutado de um andar em santidade, segundo a soberana vocação celestial à qual Ele nos chamou. Nossos fracassos e nossas fraquezas não formam um motivo para nos aproximarmos daquilo que está corrompido. O andar com o Senhor em uma verdadeira separação tem que custar algo a você, mas lembre-se que ao chamado de Hebreus se acrescenta: “Levando Seu vitupério” (opróbrio, vergonha). Está você preparado para isto? Está disposto a levar um pouco de afronta por amor ao Seu Nome? Os discípulos, em Atos 5.41 estavam “regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus” (leia 2 Tm 3.12). Será que a aprovação de seu Senhor e Mestre não é suficiente para sustentá-lo em meio a tal vitupério? Alguns poderão não compreender o que você faz, inclusive podem chamá-lo de exclusivista, fanático, fechado, mas pergunte a si mesmo solenemente: Devo agradar ao Senhor ou aos homens?

  Amado leitor. Se Deus em Sua graça tem chamado você ao lugar onde o Senhor Jesus está — fora do arraial — você deve buscar Sua ajuda para um andar santo e digno daquEle que está ali. Logo você poderá ser tentado a regressar ao arraial onde deixou bons amigos ou, talvez, para ouvir a pregação de homens dotados. Mas a voz de Deus em exortação para os que receberam Sua aprovação é: “Guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap 3.11). Devemos valorizar ao máximo a Palavra de Deus e retê-la. Isto não seria dito nas Escrituras se não existisse o perigo de nos esquecermos de tudo o que já temos. “Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor” (Gl 2.18).


Fonte: www.verdade-viva.net